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Golpes cibernéticos se multiplicam e todo cuidado é pouco

O surgimento de novas plataformas tecnológicas traz diversos desafios para manter a segurança dos usuários. Cada vez mais conectados, os consumidores cadastram seus dados em uma série de serviços online, muitas vezes sem se preocupar com a vulnerabilidade das informações. Mas os riscos existem, como pauta a advogada e especialista em Direito do Consumidor, Cleunice Sampaio Capella.

No dia 8 de fevereiro foi comemorado o dia da internet segura, e há no Senado, projeto de lei em tramitação que procura criar novas definições e fixar penas mais duras para crimes cibernéticos.

Milhões de brasileiros recebem diariamente golpes pela internet. Os mais comuns são vítimas dos aplicativos Instagram e Whatsapp, e o perfil dessas vítimas chama muita atenção e preocupação – os idosos – pois os criminosos enviam pesquisas para mandar SMS tão somente para copiar a senha, pedindo, de fato, as senhas do banco.

As vítimas desses crimes cibernéticos costumam ser pouco atentas às medidas de segurança dos aplicativos, tais como manter senhas fortes e ativar a autenticação de dois fatores.

Pelo aplicativo Instagram os golpes mais comuns são: golpe do perfil verificado, golpe do perfil hackeado e golpe da promoção falsa.

Um dado importante e preocupante, é que é a própria vítima que fornece todas as informações e dados pessoais.
Já pelo aplicativo Whatsapp, os golpes comuns são a utilização do código de segurança e a utilização de foto de uma pessoa conhecida.

Dicas
Pelo aplicativo Instagram, ative a autenticação de dois fatores; ative a solicitação de login; não responda mensagens diretas no Instagram; ajude sua comunidade a estar atenta a perfis suspeitos; jamais forneça dados pessoais para perfis desconhecidos e é sempre bom manter sua conta privada.

Pelo aplicativo Whatsapp as dicas são: nunca compartilhar o código de seis dígitos do Whatsapp (enviado via SMS) com terceiros; utilize o recurso da confirmação em duas etapas e desative a visualização de sua foto de perfil para pessoas que você não tem na sua lista de contatos.

Mais uma vez, importante manter redes sociais privadas, pois assim, se evitará que criminosos acompanhem sua vida e rotina.

Em caso de vítimas que caíram em algum golpe, primeiro avise seus amigos e familiares pelas redes sociais, pois assim poderá evitar que transações financeiras sejam feitas para a conta dos golpistas/criminosos.

Em seguida, tente recuperar sua conta e em caso de transação financeira, entre em contato com o banco a fim de verificar a possibilidade de cancelamento da transação; tire prints e reúna documentos de comprovantes de pagamento e faça um boletim de ocorrência (BO) na repartição policial.

Em casos mais graves, como vazamento de fotos íntimas, dados de cartões de crédito ou outros danos causados por falhas de segurança, por exemplo, o consumidor pode exigir reparação aos provedores do serviço com base no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e no artigo 21 do Marco Civil da Internet.

Eles são responsáveis mesmo se não tiverem causado o problema e independentemente de o serviço ser pago ou gratuito.

O primeiro passo é contatar os provedores por meio de seus canais de ajuda.

Caso o problema não seja resolvido, procure os órgãos de defesa do consumidor ou ingresse com ação de reparação no Juizado Especial Cível (JEC).

A advogada Cleunice Capella cita algumas dicas para se proteger
das ameaças virtuais

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