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IPANEMA: Justiça bloqueia bens do prefeito e esposa por “furar-fila”

Na segunda-feira, 16, o prefeito de Ipanema, Júlio Fontoura (PL), e sua esposa, Tatiane Bacelar, foram acusados pelo Ministério Público de desviarem vacinas contra a Covid-19, tendo sido vacinados antes dos profissionais
de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus.

Segundo a denúncia anônima enviada ao Ministério Público, Júlio Fontoura havia sido vacinado no dia 19 de janeiro, primeiro dia de imunização em Ipanema, sendo a quarta pessoa a receber a dose da vacina. Já sua esposa recebeu a vacina no dia 1º de fevereiro.

De acordo com o denunciante, Júlio Fontoura e a esposa são dentistas e o político decidiu, à época, vacinar os demais dentistas e auxiliares da cidade. A vacinação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Conforme estabeleciam as edições do Plano Nacional de Imunização (PNI), em vigor na época em que eles foram vacinados, os trabalhadores de saúde deveriam ser vacinados, com prioridade para quem estivesse envolvido no atendimento aos casos suspeitos e confirmados da doença, o que não contemplava os dentistas.

Em 19 de janeiro, quando o prefeito foi vacinado, Ipanema recebeu a primeira remessa com 60 doses de vacina e, na segunda remessa, no dia 29 de janeiro, chegaram mais 258 doses. Como consta na denúncia, o município tinha 159 pessoas no grupo que deveria ser imunizado prioritariamente, que necessitariam de 318 doses.

BLOQUEIO
A pena prevista para o crime de apropriação de bens ou rendas públicas, ou o desvio em proveito próprio ou alheio é de dois a 12 anos de reclusão. A decisão liminar do juiz Felipe Ceolin Lirio, da 2ª Vara Cível Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Ipanema, foi o bloqueio dos bens do prefeito no valor de R$ 76.413,70 e da esposa de R$ 10.536,10.

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