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Queimadas: número de focos no primeiro semestre caiu em Minas

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o número de focos de queimadas registrado no Estado no período de 1º de janeiro a 31 de julho deste ano caiu 25,2% em relação ao mesmo período de 2021. A queda também foi verificada na primeira quinzena de agosto, porém, se a chegada do período chuvoso demorar, a situação poderá se inverter.

Números
Conforme mostrou o balanço divulgado no dia 05 deste mês pelo Corpo de Bombeiros, o número de queimadas ocorridos em Minas Gerais no período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2021 chegou a 12.627. Já no mesmo período deste ano o total de ocorrências de queimadas ficou em 9.439 casos registrados, proporcionando uma redução de 25,2%.

Ainda segundo informações do Corpo de Bombeiros, a redução do número de queimadas em Minas, na comparação com o mesmo período do ano passado também aconteceu na primeira quinzena de agosto. Nos primeiros 15 dias de agosto de 2021 foram registradas 2.408 queimadas, enquanto neste ano o número de casos caiu para 1.865, correspondendo a uma redução de 22% no número de ocorrências.

Como mostram os dados do Corpo de Bombeiros, no ano passado, o mês em que aconteceu o maior número de queimadas foi justamente agosto, com 5.423 registros, seguido do mês de setembro, com 5.407 casos, e julho, com 4.486.

Alerta
Embora os balanços mostrem uma redução nos números das queimadas em Minas Gerais, a continuidade desse cenário positivo depende das condições climáticas para os próximos meses e, principalmente, da conscientização dos homens.

O período mais seco no Sudeste do Brasil, que abrange os meses de junho, julho, agosto e que, geralmente, atinge parte do mês de setembro, cria um cenário amplamente favorável para as ocorrências de queimadas e de incêndios florestais, principalmente com a chegada de agosto, quando o forte vento facilita a propagação do fogo.
Assim sendo, caso ocorra atraso na chegada do período chuvoso no Estado, que contribui por umedecer o solo e a vegetação, o prolongamento do período de estiagem manterá o ambiente propício para o aumento da ocorrência de queimadas.

O modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostra que as chuvas ficarão dentro ou ligeiramente abaixo da média para o mês de setembro.

Para outubro, o prognóstico climático aponta para um possível retorno gradual das chuvas, que será importante para a elevação do armazenamento de água no solo.

Por sua vez, os homens influenciam o surgimento de queimadas e incêndios florestais na medida em que muitos produtores, com o objetivo de limpar as áreas para o cultivo de lavouras, se utilizam de queimadas feitas de forma irregular e sem os critérios técnicos necessários a uma queimada controlada. Vale citar, ainda, aquelas pessoas que colocam fogo em vegetações secas com a intenção de causar incêndios.

É importante ressaltar que as queimadas irregulares ou descontroladas, além do dano à vegetação, provoca a morte de animais silvestres, polui o meio ambiente, causa problemas de saúde às pessoas atingidas e gera prejuízos muitas vezes irreparáveis para nascentes de água.

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