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Fiat suspende temporariamente linha de montagem por falta de componentes

A fábrica da Fiat, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, precisou suspender nesta quinta-feira,08, as atividades de duas linhas de montagem devido à falta de componentes eletrônicos usados na produção de veículos.
De acordo com a assessoria de comunicação da montadora, a interrupção das atividades ocorreu no segundo turno de funcionamento da fábrica, nas linhas 1 e 3, “em caráter excepcional, em função da irregularidade do fluxo de componentes eletrônicos”.

A interrupção afetou cerca de 2.000 trabalhadores, mas a expectativa da empresa é que as atividades da fábrica sejam normalizadas nesta sexta-feira,09.

O agravamento da pandemia da Covid-19 está provocando um apagão logístico no mercado. Com isso, a indústria automotiva no Brasil tem sido pressionada pela irregularidade no fornecimento de peças, que está mais grave agora com a falta de componentes eletrônicos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) fez um alerta, nesta quarta-feira,07, para o risco de novas paradas das montadoras nas próximas semanas em razão, principalmente, do quadro de escassez global de componentes eletrônicos.

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a insuficiência de chips usados em sistemas eletrônicos, devido ao maior consumo de equipamentos como notebooks e tablets na pandemia combinado à arrancada da produção nas demais indústrias que dependem do insumo, representa um risco maior do que o previsto.


“Existe risco de paradas de produção por falta de componentes, em especial microprocessadores”, disse.No dia 31 de março, 14 montadoras passavam por paradas totais ou parciais, que atingiram 30 fábricas e 65 mil funcionários em seis estados, segundo a Anfavea. Ontem,07, cinco montadoras e 10 plantas permaneciam com linhas de montagem interrompidas.

A falta de componentes tem sido monitorada semana após semana e segue como principal problema do setor. A empresa mais afetada é a General Motors, que só deve retomar a produção plena, em Gravataí (RS), no mês de julho.
O resultado da parada se reflete no ranking de vendas: líder de mercado nos últimos anos, o Chevrolet Onix fechou o mês de março em terceiro lugar no ranking de vendas, atrás de Fiat Strada e Hyundai HB20.

“Todas as montadoras voltaram nesta semana, mas há riscos, é um problema que ainda não foi resolvido lá fora. Existem problemas que podem ocorrer nas nossas matrizes, que fornecem componentes para nós. Esse assunto ainda não está resolvido”, afirma Luiz Carlos Moraes. “Há muitos veículos incompletos no pátio, faltando alguma peça.”
Suficiente agora para 16 dias de venda, a direção da Anfavea considera que o estoque nos pátios de concessionárias e fábricas seja um total de 101,1 mil veículos.

Assim como a GM, outras 13 fabricantes, com um total de 30 fábricas, ficaram paradas entre 7 e 12 dias, entre as quais Volkswagen, Renault, Toyota, Hyundai, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Volvo.
Entre as que só retornam na próxima semana estão Nissan, Honda e Jaguar Land Rover. A Mercedes-Benz retomou atividades na segunda-feira ,05, mas está fazendo um rodízio em que a cada 12 dias um grupo de 1,2 mil trabalhadores entra em férias coletivas. (Com Folhapress e Estadão Conteúdo)

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