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Edilson Rodrigues

Coluna do Edilson -Ranzinzice

Tenho andado muito irritadiço ultimamente, reconheço!… Não!… Não é por falta de dinheiro!… Afinal, eu convivo com a situação desde o dia em que nasci!… Já estou calejado, afinal, sou um “asa caída” assumido!

Certo!… Em parte isso acontece por conta da idade!… Concordo!… E, nesse aspecto, daqui pra frente, a tendência é a minha ranzinzice só piorar, pois, na medida em que o meu tempo se encurta, também se encurta mais a minha paciência.

Mas, deixando de lado a minha natural e paulatina ranzinzice, na verdade, minha irritação atual está baseada  no que eu considero os dois piores defeitos que uma pessoa pode ter. São eles: falta de educação e burrice. O pior é que é muito grande o número daqueles que são mal educados e burros ao mesmo tempo.

Para aliviar minha tensão, nesta semana, dar-me-ei o direito de destacar algumas atitudes mal educadas e desprovidas de inteligência cometidas ao nosso redor praticamente o tempo todo. Não quero nem saber se, para isso, eu precisarei ser “politicamente incorreto”.

Minha irritação geralmente acontece logo ao sair de casa e me deparar com as calçadas obstruídas por pessoas que não perceberam que a calçada é também chamada de “passeio público”, feita para as pessoas andarem e a utilizam para reuniões com amigos ou familiares, permanecendo mais de meia hora fofocando e atrapalhando o trânsito.

O pior é quando a reunião acontece justamente nos locais onde existem postes e a calçada se estreita ainda mais, me obrigando a disputar espaço nas ruas com carros, ônibus, motos, bicicletas e outros pedestres desafortunados que, como eu, não têm tempo para perder tempo.

E quando eu imagino que a situação das calçadas estará mais tranquila aos sábados, dou com os burros n’água, pois, é quando a pobralhada decide fazer compras. E pobre adora Ir ao centro da cidade levando marido, mulher, cunhados, filhos, sobrinhos, cachorro, a sogra e a mãe. E a turma sai pelas ruas como se fosse manifestação ou passeata de candidato a prefeito.

Então, entram nas lojas e olham, olham, olham e, no final, não compram nada, fazendo com que o vendedor passe mais de uma hora colocando as mercadorias no lugar, enquanto os pobres vão fazer turismo no supermercado.

Ah!… O supermercado é outro local em que minha irritação se eleva!… Principalmente quando alguma “anta” de classe média estaciona o carrinho no meio do espaço de circulação entre as gôndolas e fica trocando receita de bolo com a “anta amiga”, que também obstruiu a passagem com o seu carrinho.

Pelo fato de não poder usar palavrões nas minhas crônicas, por determinação da chefia, eu não irei comentar sobre o dono de cachorro que leva o outro animal para cagar na calçada, assim como do motoqueiro “filho de uma protestante”, que não obedece a faixa de pedestre, a sinalização, anda em alta velocidade, faz manobras irregulares, ocupa a vaga dos carros ou estaciona entre dois veículos.

Também não citarei os acéfalos que andam com o volume do som de seus carros na maior altura, ouvindo as músicas horrorosas que o péssimo gosto lhes permite. Tampouco comentarei sobre os “zumbis” que perambulam pelas calçadas do centro da cidade com o nariz enfiado na tela do celular, teclando mensagens em um idioma indefinido. Torço para que eles pisem nas bostas do cachorro mencionado no parágrafo acima.

Poxa!… Que pena!… O espaço da coluna acabou e, com isso, eu não poderei continuar discorrendo sobre os gestos de burrice e falta de educação com os quais convivo em meu cotidiano.

Bem!… Acho que o jeito será escrever um livro, no qual poderei abordar melhor o tema e destilar com mais profundidade a minha ranzinzice.

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