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ColunasEdilson Rodrigues

Coluna do Edilson – Manifestação

No dia 07 de setembro, feriado que comemora a proclamação da independência do nosso país, ato ocorrido em 1822, às margens do riacho do Ipiranga, na cidade de São Paulo, e manifestado por Dom Pedro I, em resposta à intenção do Reino de Portugal em continuar subjugando ao Brasil, milhões de brasileiros foram às ruas para, de forma pacífica, tornar pública suas contrariedades a atitudes tomadas pelo Supremo Tribunal Federal que colocam em risco a nossa democracia.

Uma conhecida emissora de TV, mergulhada em uma ferrenha militância contra o atual governo, decorrente da suspensão das gordas cotas de publicidades recebidas por ela em governos passados, chegou ao absurdo de qualificar as manifestações como “demonstração de desprezo pela Constituição”, durante seu programa de maior audiência.

Para quem não sabe, as manifestações públicas são direitos assegurados exatamente pela Constituição Federal que assegura também o direito à livre expressão, embora a Suprema Corte esteja tomando medidas cabíveis e descabíeis contra quem, ao fazer uso desse direito, critica atos arbitrários, ilegais e ilegítimos cometidos por alguns de seus ministros.

Como ainda parece que eu tenho o direito de usar esse espaço para expor as minhas opiniões, irei apresentar a minha manifestação, na condição de um cidadão honesto, que pago os meus impostos e trabalho desde a minha infância, compartilhando com você os meus desejos, aliás, desejo para mim e para todos os brasileiros.

Eu desejo viver em um país onde as pessoas tenha, realmente, o direito de se expressarem da forma como bem quiser; de terem garantido o direito de ir e vir; de poder votar em eleições justas e limpas e confiáveis.

Desejo, ainda, que todos os brasileiros tenham pavimentado o acesso a empregos cuja remuneração seja suficiente para garantir moradia, boa alimentação, vestuário e lazer; a tratamentos de saúde disponibilizados em tempo hábil; a educação de qualidade, que possibilite a formação de profissionais competentes e suficientemente capacitados.

Também desejo políticos honestos, que não transijam com esquemas de corrupção, não utilizem o cargo em benefício apenas de si e dos seus, mas, seja comprometido com os verdadeiros anseios e com a busca de soluções para os problemas dos bairros, das comunidades, dos municípios, dos estados e da nação. Políticos que exerçam o mandato como se fosse um sacerdócio, movido pela legítima intenção de servir e não de ser servido e se enriquecer às custas de negociatas engendradas na calada da noite.

 Desejo mais!… Desejo uma Justiça que, realmente, seja justa!… Manifestada e aplicada sem partidarismo e sem intenção e interesse outro que não seja o desejo de promover justiça e, isso, sem interesses ou motivos escusos que firam a honra e o dever de ser honesto.

Mas, ao me aprofundar nesta reivindicação, voltarei aos primórdios da República do Brasil, relembrando e fazendo uso de um trecho de discurso proferido da tribuna do Senado Federal pelo então senador Ruy Barbosa de Oliveira, uma das mentes mais privilegiadas deste país e um dos mais ferrenhos da Justiça, com o qual encerro esta crônica.

“Saudade da justiça imparcial, exata, precisa. Que estava ao lado da direita, da esquerda, centro ou fundos. Porque o que faz a justiça é o ‘ser justo’. Tão simples e tão banal. Tão puro. Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também. Que tanto faz quem dá mais, pode mais, fala mais. Saudade da justiça capaz. A injustiça, por ínfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranquilidade do coração e a estima pela vida”.

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