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ColunasEdilson Rodrigues

Coluna do Edilson – Golpes & Golpistas

Tentei evitar, de todas as formas, evitar que esta crônica abordasse a política nacional, mas, diante da situação esdrúxula pela qual passa o nosso país torna imperante a minha obrigação de discorrer sobre ela, sob o risco de me fazer omisso e quem me conhece sabe que esse defeito eu não possuo.

Posso estar errado em minha opinião e posição, porém, não abrirei mão de meu direito e, como jornalista, dever de não permanecer calado diante de situações que ofendem aos princípios de moralidade e legalidade. Vamos lá!
Diante do cenário político que se apresenta, posso afirmar que o Brasil corre o sério risco de reviver, a partir de 2023, a fase mais nefasta de sua história. Leia-se 1º de janeiro de 2003 a 31 de agosto de 2016. Para quem não se lembra, trata-se dos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Para infortúnio da Nação, o Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o guardião da Constituição, tem rasgado a nossa Carta Magna, desrespeitando-a em suas decisões, uma mais estapafúrdia que a outra, sendo o principal causador da instabilidade jurídica e política que se instalou no País.

Praticamente todos os atuais ministros do Supremo se dividem em três classes!… Os despreparados, os mal intencionados e os despreparados e mal intencionados!

Não quero aderir a qualquer teoria da conspiração, no entanto, as decisões tomadas no último ano pelos ministros do Supremo, tanto as monocráticas quanto às proferidas em colegiado, pela incoerência e por explícito abuso de autoridade, inclusive contrariando o princípio constitucional da independência entre os poderes, causa muita estranheza a ponto de permitir acreditar em uma sórdida intenção.

No rol de decisões canhestras do Supremo estão a queda da prisão após condenação em segunda instância, dois anos após a medida ter sido aprovada pela própria corte, com a clara intenção de livrar Lula da cadeia, mesmo que, com isso, tenham sido libertados milhares de criminosos violentos, assassinos, ladrões, estupradores e, inclusive, um dos maiores traficantes do País.

A seguir vieram as decisões de anular os julgamentos de Lula, cancelar as delações premiadas que o incriminavam, considerar o ex-juiz Sérgio Moro incapaz de julgar Lula e, posteriormente, suspeito nos processos em que e ex-presidente foi condenado. Aliás, condenação confirmada em segunda instância e com vários recursos negados pelo Superior Tribunal de Justiça, a terceira instância em nosso sistema judiciário. Torna-se impossível não considerar tais decisões no mínimo suspeitas.

Como suspeito é todo o esforço feito pelos ministros do Supremo em não se aprovar a proposta do voto impresso. Não só para aceitar que quem tem a responsabilidade de dar a última palavra na aplicação da justiça não queira contar com mais uma ferramenta para se evitar fraudes. Como temer a possibilidade de se auditar o resultado de uma eleição?

Aos apaixonados por Lula, que insistem em afirmar que os crimes imputados ao ex-presidente e à quadrilha da Lava Jato não aconteceram, não passando de um esquema montado para afastar da política a alma mais santa do mundo, eu faço uma pergunta!… Se os crimes cometidos por Lula e por seus comparsas não aconteceram, qual o motivo para os denunciados na Lava Jato terem devolvido bilhões à União em suas delações premiadas?

Muito se fala nas redes sociais de que as ações do Supremo fazem parte de um golpe. Eu não posso afirmar isso, mas, se existe um golpe, na verdade, ele não está sendo aplicado em Bolsonaro!… O STF está prestes a aplicar um golpe na população brasileira que, caso a intenção das suspeitíssimas pesquisas do Data Folha se confirmem e Lula se eleja presidente, as chaves dos cofres públicos voltarão às mãos da maior quadrilha já formada no mundo, em todos os tempos.

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