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ColunasEdilson Rodrigues

Coluna do Edilson – 27/08 – Insônia e Sonho

Inicialmente, eu quero lhe pedir para me perdoar! …Ocorre que nesta semana eu não me senti inspirado como em outras oportunidades e, assim, esta crônica não estará relacionada ao importantíssimo momento político pelo qual o Brasil passa. Mas, voltarei a abordar o tema em outra ocasião.

Esta crônica é uma reflexão sobre um tema comportamental que eu considero, na minha modesta opinião, fundamental para podermos sonhar com uma sociedade harmônica e fraterna.

Em uma de minhas madrugadas de insônia, e elas são muitas, veio-me à mente um trecho do discurso proferido no dia 28 de agosto de 1963, nos degraus do Lincoln Memorial em Washington, pelo pastor Martin Luther King, no qual ele disse: “Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter”.

O discurso do qual destaquei o trecho acima foi batizado popularmente de “Eu Tenho um Sonho”, sendo considerado como um dos melhores pronunciamentos públicos da história. Nele, falando para mais de 200 mil pessoas, Martin Luther King defendia a necessidade da união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos, e do fim do preconceito racial.

No próximo domingo, esse discurso estará completando 59 anos e, apesar dessas quase seis décadas, ainda convivemos com o preconceito racial e outras formas de preconceito.

Não venha citar as leis que norteiam o princípio do “politicamente correto” e que tornam em crime as manifestações de preconceito como argumento para tentar me refutar.

O politicamente correto mão extingue o preconceito. Na verdade, ele apenas camufla a existência do preconceito. Ele pode fazer mudar o discurso, mas, apenas esconde o preconceito, que persiste. A real extinção do preconceito não é feita por imposição, mas por uma consciente mudança de procedimento e de mentalidade.

O preconceito, seja qual for, é injusto!… Ele antecipa a condenação da vítima, sem lhe conceder o direito de fazer sua defesa e nem mesmo espera a ocorrência de uma falha que mereça o julgamento.

Preconceito é prática do tolo!… De quem define para si os princípios que norteiam sua vida sem a necessária e legítima análise de forma suficiente a lhe proporcionar as condições de estabelecer justos conceitos. De quem usurpa o direito de julgar uma pessoa pela cor de sua pele, por sua condição social, por sua nacionalidade, por suas preferências ou por sua opção religiosa.

Se queremos viver em uma sociedade melhor e mais humana e contribuir para que isso tenha reais possibilidades de vir a acontecer, necessariamente precisamos nos empenhar em aprender a conviver com a diversidade de raças, culturas, opiniões e preferências que existem.

Nesse conjunto de diversidades, precisamos compreender o direito de cada pessoa em poder fazer as suas próprias escolhas e saber respeitá-las em suas opções, sem cometer a injustiça do preconceito.

É totalmente errado e injusto alguém acreditar que a cor de sua pele, seu dinheiro, seus bens materiais e os seus diplomas a tornem uma pessoa melhor do que as outras. Ser rico, bonito, bem sucedido financeiramente até os canalhas conseguem. Afinal, o que torna uma pessoa boa é o seu bom caráter e isso o dinheiro e o poder não podem comprar.

Ao encerrar a crônica, volto a lembrar de Martin Luther King, a quem considero uma das maiores personalidades do século passado, e que proferiu a seguinte frase: “A injustiça cometida em algum lugar compromete a justiça em todos os lugares”.

Pense nisso!

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