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Coluna do Edilson -20/08 – Dá para acreditar?

Outrora confiáveis, as pesquisas eleitorais no Brasil, a cada eleição, vêm caindo no descrédito junto aos eleitores mais esclarecidos devido aos constantes erros dos números por elas apresentado em comparação aos resultados das urnas.

Torna-se cada vez mais evidente que os resultados das pesquisas de intenção de votos atendem ao interesse de quem as paga ou à tendência dos institutos de pesquisas, tornando-as apenas uma ferramenta de tentativa de convencimento e manipulação do eleitor tentando fazê-lo votar em determinado candidato. Nessas artimanhas, tentam aproveitar uma tendência comum nos eleitores menos esclarecidos e desinformados que acabam destinando seus votos em quem esteja aparecendo à frente nas pesquisas eleitorais, visto ser muito grande no Brasil o eleitor “Maria vai com as outras”.

Exemplos desses “erros” cometidos em pesquisas eleitorais pelos institutos – que no passado tinham total confiança do eleitorado – não faltam e alguns deles vale a pena serem lembrados.

Em 2018, na eleição para o Senado em Minas Gerais, até às últimas semanas antes da votação, a ex-presidente Dilma Rousseff, do PT, aparecia na primeira colocação nas pesquisas dos principais institutos do País. No entanto, na hora em que as urnas foram abertas, ela acabou amargando a quarta colocação.

Também em 2018, coisa semelhante aconteceu no estado do Rio de Janeiro na eleição para Governador. Nas pesquisas que antecederam o 1º turno da eleição, Wilson Witzel aparecia sempre em 4º lugar nas pesquisas. Posteriormente, com a saída de Anthony Garotinho da disputa, Witzel passou a ocupar a terceira colocação. Porém, ao abrirem-se as urnas no primeiro turno, ele apareceu como o mais votado e acabou vencendo também o 2º turno das eleições.

Vale recordar, ainda, que durante o período da campanha para a eleição a Presidente da República de 2018, o Instituto DataFolha apresentou uma pesquisa de intenção de votos na qual Fernando Haddad, candidato do PT, aparecia à frente de Jair Bolsonaro na preferência do eleitorado da cidade de São Paulo, em uma clara manobra para enganar os eleitores e equilibrar o jogo, o que acabou não conseguindo como mostrou o resultado das urnas.

Os muitos “equívocos” praticados pelos institutos têm levado grande parte dos eleitores a não acreditarem e desconfiar dos resultados dos levantamentos divulgados pela imprensa, principalmente no período eleitoral.

Os erros cometidos nas pesquisas eleitorais e em outras pesquisas realizadas pelo Ibope, que chegou a ser considerado o maior instituto de pesquisas da América Latina e teve nome considerado como sinônimo de audiência e prestígio, levaram o instituto ao descrédito e contribuiu para que encerrasse suas atividades em janeiro de 2021.

A possibilidade da ocorrência de erros nos resultados apresentados nas pesquisas realizadas, que tem se tornado comuns no Brasil, não está nas metodologias utilizadas, mas, na intenção e nos interesses da empresa que as realizam.
Uma pesquisa eleitoral realizada de forma isenta e rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos pela metodologia utilizada no desenvolvimento do levantamento, apresentará resultados com mínima margem de erro da realidade daquele momento.

O problema é fato de os grandes institutos trocarem a credibilidade e a confiança de outrora por tendência política ou interesses financeiros, sendo que em muitos casos existe a associação do aspecto político com o financeiro.

A manipulação dos resultados de pesquisa chega ao ponto de serem verificadas discrepâncias em números apurados em uma mesma pesquisa, permitindo duvidar de sua confiabilidade.

Por tudo isso, principalmente por ser o Brasil com uma história recheada por “espessas camadas de corrupção”, ao ter nas mãos os resultados de uma pesquisa eleitoral, torna-se perfeitamente cabível a pergunta: “Será que dá para acreditar?”.

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