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Infectologista do Casu fala da importância de 2ª dose da vacina contra Covid-19

O infectologista do Casu-Hospital Irmã Denise, Klinger Faico, se mostra otimista quanto ao sucesso no combate à pandemia do coronavírus no Brasil à medida em que gradativamente aumentam os números de pessoas vacinadas conta a Covid-19. No entanto, ele se mostra preocupado com o número daqueles que têm evitado serem vacinados ou que não comparecem para tomar a segunda dose, por considerar fundamental a imunização da população para ser alcançado o sucesso nesta batalha pela vida.

Aos poucos, a população brasileira está tendo acesso à vacina que é a esperança para o controle da pandemia do novo coronavírus. No entanto, alguns comportamentos estão preocupando os especialistas, como acontece com o médico Klinger Faico.

Com preocupação, ele percebe que muitas pessoas não estão comparecendo para o reforço com a segunda dose do imunizante contra a Covid-19, o medo demonstrado por muitos de possíveis efeitos colaterais e a tentativa de escolher o fabricante da vacina, o que tem feito muitos brasileiros peregrinarem pelos postos de vacinação em busca de marcas específicas do imunizante.

Klinger Faico destaca a importância da imunização completa contra a Covid-19, ou seja, tomar as duas doses da vacina quando for a recomendação. “Essa já é uma prática rotineira quando falamos de vacina. Várias delas possuem duas, três doses, doses de reforço e outras recomendações específicas como repetir a cada 10 anos, por exemplo. Essa estratégia serve justamente para que a eficácia da vacina com a produção de anticorpos seja ativa por maior tempo e estimulada com a dose de reforço. Por isso, a maioria das vacinas, não só as da Covid-19, contam com uma segunda dose. Esse mecanismo já está estabelecido há muito tempo na prática médica, e por isso, quando se desenvolve uma vacina ela já é planejada contando com essa resposta”.

A recomendação do especialista para quem perdeu o prazo da segunda dose ou que, por qualquer motivo, ainda não compareceu é procurar, o mais rápido possível, o posto de vacinação, para ser alcançado uma melhor cobertura vacinal de toda população.

Como esclarece Klinger Faico, quem não completa o esquema vacinal está mais sujeito à infecção em comparação às pessoas que receberam as duas doses. Até por isso, esse indivíduo passa a não contribuir como deveria para o controle da circulação do vírus em um cenário em que a maioria das pessoas ainda não têm acesso à vacinação.

De acordo com ele, apesar de ainda não existirem doses de vacina suficientes para toda a população brasileira, a campanha de vacinação contra a Covid-19 já apresenta resultados significativos no número de internações e casos graves da doença entre os vacinados. Mas, enquanto País não alcança a meta de imunização é necessário manter as medidas de segurança recomendadas pelas autoridades de saúde, como o uso de máscara, higienização constante das mãos, evitar aglomerações e principalmente, comparecer para a vacinação quando a vacinação atingir a faixa etária ou o grupo a que se pertença. “A vacinação é a única forma de controlarmos a pandemia. Já estamos vendo vários países que conseguiram atingir a meta de imunização e estão retomando as atividades. O Brasil ainda está longe, mas estamos no caminho”.

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