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ESTRADA RPPN: Propostas, ideias e nenhuma solução

O principal entrave para a conclusão do asfaltamento da BR-474 são os 7,5 quilômetros da estrada que passa dentro da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Feliciano Miguel Abdala, que já gerou incontáveis reuniões, audiências públicas e manifestações de ambientalistas, preocupados com os possíveis danos ambientais que o asfaltamento do trecho irá trazer à fauna e flora da reserva ambiental.
A ideia inicial, conforme projeto elaborado em 1989, propunha simplesmente o asfaltamento do trecho entre o Km 110,5 ao Km 118, mantendo o traçado original da estrada, cortando a RPPN, que acabou sendo descartado.

Anos depois, foi proposta a elaboração de um projeto, fazendo uma variante, retirando os 7,5 quilômetros do interior da RPPN. No entanto, o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), considerou os custos mais caros, insistindo em manter a estrada em seu percurso original e insistiu nessa proposta, o que causou revolta e mobilização de órgãos, entidades e ambientalistas.

A contrariedade da comunidade ambientalista apoia a implantação da variante, para que sejam evitados os riscos de que a continuidade da circulação de veículos pelo interior da mata possa causar incêndios florestais acidentais ou provocados e sejam cessados os atropelamentos de animais silvestres. Em setembro de 2019, o jornal A Semana publicou uma matéria relatando o atropelamento ocorrido no trecho da estrada que corta a RPPN de um exemplar adulto de jaguatirica (Leo-pardus pardalis).

ESTRADA PARQUE
Uma semana depois, falando ao jornal A Semana, o então supervisor do Dnit em Caratinga, Robson Loures, confirmou existir um processo aberto pelo órgão para elaboração de estudo de viabilidade e projeto executivo de transformação dos 7,5 quilômetros da BR-474 que passam pela reserva em uma “Estrada Parque”.

Segundo Robson, a estrada seria pavimentada com concreto intertravado. Neste caso, para se evitarem os atropelamentos dos animais silvestres existentes na RPPN, seriam instaladas passagens subterrâneas para os animais, além de colocação de telas protetoras ao longo do trajeto, inclusive por sobre a pista, assim como a instalação de redutores de velocidade em pontos estratégicos.

Na oportunidade, ele confirmou que a Estrada Parque seria o Plano A do Dnit. Já o Plano B seria a construção da variante, passando por fora da mata, com pavimentação asfáltica.

O Dnit calcula que a construção da variante, ideia defendida pelos ambientalistas, é mais cara, pelo fato de exigir a instalação de uma ponte. Porém, não se sabe se o Dnit está levando em conta os custos com os trabalhos de manutenção da Estrada Parque que, além da pista de rolagem, também contemplam possíveis reparos das telas de proteção. Na época, Robson calculou que os custos para a implantação da Estrada Parque ficaria em aproximadamente R$ 20 milhões. Já na construção da variante os gastos ficariam acima desse valor.

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