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CARATINGA-IPANEMA: Asfaltamento é esperado a mais de 60 anos

Passados mais de 60 anos, desde que a população de Caratinga e dos municípios margeados pela Rodovia BR-474 iniciou a cobrança para o asfaltamento da estrada, injustificavelmente, a conclusão da obra ainda não aconteceu. Dos 160 quilômetros de extensão da rodovia que liga a cidade de Caratinga a Aimorés, 11 quilômetros localizados no trecho entre Ipanema ao entroncamento com a BR-116 permanecem sem pavimentação.

Asfaltamento da BR-474 foi feito pouco a pouco, mas, não atingiu 100% da rodovia

Os 11 quilômetros da BR-474 em estrada de chão estão divididos entre a saída da cidade de Ipanema no sentido a Caratinga, região de serra com 3,5 quilômetros, e o trecho entre os quilômetros 110,5 e 118, que corta a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Feliciano Miguel Abdala.
Nos períodos de chuvas mais intensas e prolongadas, que ocorrem na região entre os meses de setembro e março, o tráfego de veículos torna-se muito difícil e, não raras vezes, chega a ser totalmente interrompido.

PREJUÍZOS
A situação causa muitos prejuízos e transtorno a quem é obrigado a se deslocar entre as cidades da região de Caratinga e da região de Ipanema durante os períodos chuvosos quando, muitas vezes, a circulação de ônibus entre Caratinga e Ipanema fica suspensa.

A distância entre as duas cidades é de 77 quilômetros e, nas interrupções do tráfego pela BR-474, quem tiver a necessidade inadiável de ir de uma cidade à outra se vê obrigado a passar por Manhuaçu, aumentando o percurso para 159 quilômetros, ou seja, precisará percorrer mais que o dobro de distância.

A existência desses dois trechos da rodovia ainda sem pavimentação acaba influenciando negativamente a economia local, na medida em que interfere e, em muitas ocasiões, impede a circulação de mercadorias e produtos e atrapalha o escoamento da produção agropecuária.

Nos últimos anos, pessoas de Ipanema e de outros municípios daquela região, que se utilizavam dos serviços disponibilizados em Caratinga, inclusive na área de Saúde, passaram a buscar atendimentos às suas necessidades em Manhuaçu devido aos contratempos causados pela estrada. Aliás, a Rodovia MG-111, estrada que liga Manhuaçu a Ipanema está asfaltada em todo o seu percurso, sendo que o asfaltamento foi totalmente concluído há aproximadamente 40 anos.

PROMESSAS
A promessa de obtenção de recursos para o asfaltamento total da BR-474, até hoje não cumprida, por décadas, foi um dos principais palanques para os políticos durante as campanhas eleitorais. Porém, com o asfaltamento de mais de 90% da extensão da rodovia, nos últimos pleitos, apesar da importância que a conclusão da obra tem para as regiões de Caratinga e de Ipanema, o discurso foi deixado de lado.

Nessas seis décadas de reivindicação e promessas, em vários momentos a conclusão da obra foi anunciada pela imprensa local, com base em comunicados enviados por seus gabinetes.

Também em várias oportunidades, canteiros de obras foram montados às margens da estrada. Foram realizadas obras de pavimentação, em pequenos trechos e serviço de recapeamento em diversos pontos, mas, os 11 quilômetros dos dois trechos restantes permaneceram como estavam, sem a anunciada pavimentação.

Em setembro de 2019, o então supervisor do do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Caratinga, Robson Carlindo Santana Paes Loures, falou ao jornal A Semana sobre os dois trechos da BR-474 ainda em estrada de chão. Na ocasião, ele informou que existia previsão do Dnit na realização de obras para conclusão do asfaltamento dos dois trechos, porém, o trecho mais perto de receber a pavimentação asfáltica era o de 3,5 quilômetros na chegada a Ipanema.

De acordo com Robson, naquele momento, havia um processo licitatório aberto, em fase final de elaboração de edital e que muito provavelmente iria para licitação ainda naquele ano. Até hoje, um ano e cinco meses depois, a proposta ainda está somente no papel, como tantas outras.

RPPN
Se as obras da chegada em Ipanema ainda não foram sequer iniciadas, a solução para os 7,5 quilômetros que passam dentro da RPPN Feliciano Miguel Abdala fica ainda mais longe de ser alcançada, até porque o trecho, obrigatoriamente requer uma atenção especial, exatamente pelo fato da estrada estar em uma área de preservação do meio ambiente.

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