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Aos 175 anos, Caratinga sofre com o abandono dos políticos

Ao fazer uma reflexão sobre Caratinga, no momento que a cidade completa 175 anos do início de sua colonização, torna-se evidente que a “terrinha” se encontra em um processo gradativo de retrocesso e cada vez mais distante de encontrar o tão sonhado e necessário caminho do desenvolvimento socioeconômico, uma promessa sempre constante dos discursos dos candidatos a prefeito e deputados aqui votados e invariavelmente sempre esquecida imediatamente após as eleições.

Queda de Prestígio
A inoperância dos deputados eleitos com a ajuda dos votos de milhares de eleitores caratinguenses, que insistem em pensar em uma Caratinga menor, entendendo que a destinação de poucas centenas de reais, veículos e máquinas representam o desenvolvimento da cidade, tem sido responsável para a queda de prestígio político que o município vem sofrendo frente a cidades do mesmo porte e, até mesmo, de porte inferior, como são os casos de Manhuaçu, Muriaé, Cataguases e Timóteo.

Se Caratinga já estava vivendo um processo de perda de prestígio político, colocando o município distante de grandes benefícios e programas dos governos estadual e federal, a situação se tornou ainda pior com os resultados das eleições do ano passado, quando Mauro Lopes e Adalclever Lopes não conseguiram se eleger.

Os dois ex-deputados eram quem lutava de forma mais constante na busca de melhorias para o município. Se Mauro Lopes tinha atuação bem inferior do que o esperado, por outro lado, Adalclever se valeu de sua força política para conquistar para Caratinga a criação do 62º Batalhão de Polícia Militar, a instalação de um Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar, a construção da atual sede do Fórum, além de conseguir benefícios para todas as escolas estaduais do município. Hoje, sem contar com os dois, Caratinga amarga o fato de estar sem representantes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e na Câmara dos Deputados.

Fora da Sudene
A maior prova do descaso demonstrado pelos deputados mais votados em Caratinga foi a não inclusão do município na relação das cidades mineiros que passaram a fazer parte da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Os deputados federais apresentaram absurdas desculpas para terem se “esquecido” de inserir o nome de Caratinga na lista final.

Mauro Lopes e Eros Biondini, que foram relatores do projeto de lei, sendo o primeiro e o último respectivamente, não tiveram argumentação suficiente para justificar o absurdo erro. Por sua vez, Misael Varella preferiu permanecer calado. Já o petista Leonardo Monteiro, deputado que mais pediu a inclusão de municípios na lista, inicialmente disse à imprensa que foi um erro de digitação cometido por um assessor. No dia da votação do projeto, ele se lembrou de incluir, à caneta, o nome de Malacacheta na lista que foi aprovada, mas, continuou se esquecendo de Caratinga.

Como consequência dessa “amnésia política coletiva” sofrida pelos deputados, todos os milhares de produtores rurais de Caratinga não têm e não terão acesso aos muitos benefícios e programas de financiamento a juros baixos e prazos longos oferecidos pelo Banco do Nordeste do Brasil, como ocorre com os produtores de todos os municípios abrangidos pela Sudene. Isso acontece em Inhapim, Santa Bárbara do Leste, Santa Rita de Minas, Piedade de Caratinga e Ubaporanga, entre outros municípios da região.

Para piorar, futuros empreendedores intencionados em instalar filiais de suas empresas na região, assim como quem pensa em iniciar um novo empreendimento, já se mostram decididos a descartar Caratinga, optando por um dos municípios vizinhos. Se não bastasse isso, empresários já instalados em Caratinga estão realizando estudos com a intenção de transferir a sede de suas empresas para uma das cidades jurisdicionadas pela Sudene.

Deputados de Fora
Embora o jornal A Semana tenha publicado diversas matérias durante o ano passado, mostrando os prejuízos resultantes da não inclusão de Caratinga à Sudene, os resultados das eleições para deputados mostraram que o eleitorado local continua deixando de eleger deputados comprometidos com o município, preferindo votar em candidatos de outras cidades e regiões.

O candidato a deputado estadual mais votado em Caratinga foi Bruno Engler (PL), que também foi o mais votado em Minas Gerais. Da mesma forma, o candidato a deputado federal mais votado pelos caratinguenses foi Nikolas Ferreira, o mais votado do Brasil. Torna-se improvável que os dois possam destacar Caratinga entre os 853 municípios mineiros e retribuam com programas de desenvolvimento os votos aqui obtidos.

Em seu 2º mandato, Bruno Engler fará o mesmo que no 1º para Caratinga: nada (( Foto Divulgação Internet)
Nikolas Ferreira, o mais votado do Brasil, praticamente nem lembra que Caratinga exista ( Foto Divulgação Internet)

Os grandes responsáveis pelos milhares de votos que os eleitores locais destinam a deputados com base eleitoral em outras cidades e regiões são os políticos locais, principalmente vereadores ou ex-vereadores, que apoiam e trabalham na busca de votos para esses candidatos em troca de benefícios pessoais, inclusive financeiros. Há vários anos A Semana tem alertado a população sobre tal fato, mas, o eleitorado continua sendo ludibriado pelas mentiras dessas “lideranças políticas”.

Educação
O setor de Ensino Público, em Caratinga, está estagnado assim como acontece em todo o País, com os bons níveis de aprendizado sendo prestados nas escolas particulares que sempre estão totalmente distantes da esmagadora maioria da população, beneficiando uma minoria de privilegiados.

Também no segmento partículas, o excelente desempenho do Ensino Superior no município se deve exclusivamente à visão e à determinação da direção da Rede de Ensino Doctum, do Centro Universitário de Caratinga (Unec) e do Grupo Faveni, comandada por Leandro Timóteo. As três instituições têm alcançado sucesso e se tornado referências em Ensino Superior sem qualquer contribuição ou apoio da classe política local.

Rede Doctum – Caratinga
Centro Universitário de Caratinga (Unec)
Faveni- Caratinga

E as obras?
A falta de atuação e da preocupação das lideranças políticas com Caratinga tem prejudicado a cidade com a falta de obras tão reivindicadas e obras mal executadas, como ocorre com a Praça Cesário Alvim e as obras na Avenida Ana Pena de Faria, no Bairro Limoeiro.

A “Praça das Palmeiras” que em décadas atrás era o mais belo cartão postal de Caratinga, local de lazer para crianças e de bate-papos entre amigos, sempre frequentada pelas famílias, nunca esteve tão abandonada como agora, sendo transformada em ponto de venda e consumo de drogas e ponto de encontros para prostituição.

Totalmente livre para fazer o que quiser, diante da falta de fiscalização de seus atos, o governo municipal comete o absurdo de gastar R$ 750 mil em decoração de Natal da praça principal da cidade que há vários anos necessita de obras de revitalização.

Por sua vez, há 16 meses, os moradores e comerciantes da Avenida Ana Pena de Faria e suas adjacências, no Bairro Limoeiro, sofrem os prejuízos e transtornos causados pelas enxurradas causadas pelas chuvas, enquanto assistem a Prefeitura de Caratinga investir cerca de R$ 1 milhão em obras mal projetadas e pessimamente executadas, que precisarão ser refeitas tão logo sejam concluídas.

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