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A cada 100 mil mulheres no Brasil, 44 podem desenvolver câncer de mama

A cada 100 mil mulheres no Brasil, 44 podem desenvolver um câncer de mama, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Esse, que é o tipo de câncer mais diagnosticado neste público, é também a principal causa de morte entre a população feminina.

Dados do instituto preveem 66.280 novos casos em 2022, sendo 18.280 apenas em São Paulo, o que faz com que as mamografias de rastreamento e o tratamento precoce sejam cruciais para a redução da mortalidade.

Nesse sentido, o incentivo do autocuidado e a visita regular ao ginecologista como forma de prevenção são focos da campanha mundial Outubro Rosa. Quando diagnosticada precocemente, a taxa de cura do câncer de mama pode chegar a 95%.

A mastologista Ariane Anacleto, que atua no Hospital Dia M’Boi Mirim I, gerenciado pelo Cejam — Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, explica que a mamografia é indispensável para chegar ao diagnóstico.

“Este exame é, basicamente, um raio-x que produz imagens de alta qualidade das mamas e identifica tumores que ainda estão pequenos demais para serem sentidos durante o exame de toque.” Segundo a médica, além da detecção precoce do câncer, o rastreamento pode reduzir consideravelmente o número de cirurgias desnecessárias.

“A realização do exame clínico das mamas deve ser feita anualmente por todas as mulheres a partir dos 40 anos ou mais. Elas podem procurar um ambulatório ou posto de saúde para a realização da mamografia. Entre 50 e 69 anos, a recomendação passa a ser de, pelo menos, a cada dois anos”, destaca.

Importância do autocuidado
Uma das mais importantes formas de prevenção ao câncer de mama é o autocuidado, que permite que as mulheres conheçam mais o seu próprio corpo, identificando eventuais sinais de alerta.

Para a especialista, ele pode ser feito por meio das visitas regulares ao ginecologista e, principalmente, no dia a dia, realizando o autoexame, apalpando as próprias mamas sempre que se sentir confortável, seja no banho, durante as trocas de roupa ou em frente ao espelho.

“O gesto deve ser feito rotineiramente, independentemente da idade. Ele auxilia no apontamento ao profissional de saúde, seja na mama ou em outras partes do corpo”, orienta.

Conforme Dra. Ariane, ao contrário do que as pessoas imaginam, a finalidade do autoexame não é a detecção prévia do câncer de mama, mas sim a identificação de possíveis alterações na região.

“Geralmente, quando o nódulo chega a uma dimensão em que pode ser apalpado, é um sinal de que poderia ter sido diagnosticado precocemente, através de exames de rotina”, explica a mastologista.

Tratamento
Ao notar quaisquer alterações suspeitas, como nódulos endurecidos na mama, vermelhidão, retrações ou alterações na textura da pele e secreções sanguinolentas do mamilo, é necessário procurar atendimento médico o mais rápido possível.

O tratamento da doença é realizado de acordo com o tipo de câncer de mama, podendo variar conforme o tamanho do tumor, a região no qual está localizado e suas características.

A médica explica que cirurgias, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia são algumas das opções de tratamentos e que também estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme a especialista, fatores como idade e histórico familiar não podem ser alterados em relação aos riscos de desenvolvimento de um câncer de mama. No entanto, medidas como diminuição no consumo de álcool, prática regular de exercícios físicos e controle do peso podem auxiliar.

Amamentar também é uma forma de prevenção, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), já que a mulher que amamenta durante um ano tem 4,3% menos chances de desenvolver tumores na região.

“A manutenção dos hábitos saudáveis é importante para a prevenção do câncer, no entanto, o autocuidado é ainda mais. Ao perceber alguma lesão na mama, não hesite em procurar uma unidade de saúde o quanto antes. Esse tempo é crucial para a cura”, finaliza a especialista. (Delas.ig)

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