fbpx
AlimentosNegóciosRegião

Inhapim: modelo em investimentos para agricultura familiar na nova área da Sudene

Produtores de Inhapim colhem bons frutos em decorrência da inclusão do município na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), alcançando sucesso resultante dos investimentos obtidos por meio de programas disponibilizados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
Exemplo disso é o casal de cafeicultores Mauro José de Souza e Maria Aparecida Moreira de Souza. Cada um deles conseguiu R$ 6 mil no Agroamigo, programa de microcrédito rural do BNB, e financiaram um torrefador. Eles vendiam o grão cru e, agora, passaram a oferecer o produto moído, faturando 40% a mais. Os produtores assinaram dois dos mais de 500 contratos já realizados em Inhapim.

Inhapim é um dos 81 municípios incluídos na área da Sudene em Minas Gerais e desponta como um caso de sucesso em investimentos para agricultura familiar. Nos últimos dois anos, o Agroamigo aplicou mais de R$ 3,8 milhões no município.

Logo no primeiro ano completo na área da Sudene, 2022, os agricultores familiares de Inhapim receberam R$ 1,8 milhão em recursos do programa. No ano passado, o valor desembolsado no município cresceu 11% e superou os R$ 2 milhões. O ticket médio é de R$ 7,5 mil por operação.

Além de torrar e moer a própria produção, o casal de produtores ainda beneficia o café dos agricultores vizinhos, como declara Mauro José. “Prestamos um serviço para a nossa comunidade e ganhamos um pouco a mais”. Ele ressalta que já se tornou um entusiasta e divulgador do Agroamigo na região, especialmente nas reuniões da associação local.

De acordo com o gerente do escritório regional do programa, Frederico Silveira, a equipe identificou que Inhapim, embora não seja o município de maior população entre os que ingressaram na área da Sudene, já possuía grande número de produtores rurais com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento necessário para acessar os recursos do Agroamigo e atualmente foi substituído pelo Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

Segundo ele, com o apoio de parceiros locais como a Prefeitura de Inhapim e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), o Agroamigo apresentou aos produtores sua metodologia de trabalho, voltada para o microcrédito produtivo e orientado. “Inhapim tem uma cafeicultura forte, além da criação de gado, o que proporcionou ainda mais um ambiente propício para alavancarmos os resultados do Agroamigo. Esperamos agora em 2024 aproveitar a experiência exitosa de Inhapim em outros municípios da nova área da Sudene e ampliar ainda mais nossos resultados, levando crédito orientado e melhoria na vida dos agricultores familiares com sustentabilidade”.

Cadastro Nacional
Como informa Frederico, os recursos do microcrédito rural do Banco do Nordeste podem ser contratados por produtores que possuam CAF e estejam enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com exceção dos grupos A e A/C, público que é atendido nas agências do Banco do Nordeste.

O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar é o documento que dá acesso a todas as políticas públicas direcionadas ao segmento. O CAF identifica os membros que compõem uma Unidade Familiar de Produção Agrária (UFPA), e um empreendimento familiar rural, bem como a composição das formas associativas de organização da agricultura familiar.

A inscrição no CAF é gratuita e pode ser feita nos escritórios da Emater e Sindicatos de Trabalhadores Rurais. A validade é de dois anos. Podem solicitar o cadastro agricultores familiares, silvicultores, extrativistas, aquicultores, pescadores artesanais, povos indígenas, comunidades remanescentes de quilombos rurais, povos e comunidades tradicionais, empreendedores familiares rurais e formas associativas de organização da agricultura familiar.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo